
Eu não começo pelo começo.
Verdade seja dita: eu não começo.
É difícil que eu comece pelo começo, então eu começo pelo início, mas raramente pelo começo. Este, eu comecei pelo começo porque parecia sensato ele ser começado assim: a história pulou em meu cérebro, deixei de lado o conto que eu estava organizando no blog e a revisão de meu livro e decidi escrever este e comecei e até aqui não parei, escrevendo quase que de uma só vez, não fossem as incessantes correções de meio de jornada.
Sequer justifiquei o texto!
Mas, fora isso, eu começo mais ou menos por aqui, onde estou agora, umas cinco ou seis ideias depois do começo. Me ajuda demais: eu consigo desenvolver a história até o final ali pela metade, então termino pelo começo.
Interessante, eu acho. Curioso, no mínimo. Hoje, quase agora, para ser sincero, percebo como isso é curioso para mim e como jamais havia pensado sobre isso, uma vez que os manuais escolares sempre ensinam a começar pelo começo.
Gostei. Senti-me um pouco contra a regra. Não um contrarregra, eu sequer entendo o que um faz (que vergonha!), mas alguém contra a regra.
E, como sempre, isso é gostoso.
Boa tarde para você!
(Agora lembrei: este deveria ter sido, de fato, o começo).
Boa tarde!
Foto destaque: Aaron Burden // Unsplash.
